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about

Mónica Roncon
Acredito que a arte é um veículo privilegiado para o autoconhecimento. Explorei esta visão durante quase vinte anos no contexto da Escola Internacional Danza Duende©, fundada por Yumma Mudra. Este laboratório vivo e intemporal oferece ferramentas concretas para a transformação das emoções e a exploração de padrões mentais, com vista a manifestar as nossas vidas a partir de um lugar de verdade.
Através da dança, da caligrafia, do teatro, da meditação e de outras tecnologias e práticas antigas, esta experiência foi extremamente importante na minha formação como artista, professora e ser humano.
Os meus estudos formais de dança começaram com o flamenco e ballet espanhol em 1991 e mais tarde continuaram com dança contemporânea, a dança oriental e o ioga, explorando também as artes marciais, a música e a percussão. No entanto, foi ao estudo das Danças Romani (adjetivo que qualifica aquilo que se refere ao povo Rom ou Cigano), bem como ao Flamenco, que dediquei a maior parte da minha carreira.
A minha busca vital está ligada a uma procura cíclica por aquela motivação primordial inerente a todos os seres que precede cada gesto, cada palavra e cada respiração.
Vislumbrar a chama que anima as nossas almas e que parece querer escapar-se a cada momento. Trazer ao de cima a frescura, a alegria e a verdade que se escondem sob as nossas infinitas camadas, é aquilo que me move.



O Flamenco e as danças Ciganas

Foi com Doña Celia que iniciei o estudo da dança, em 1991, na Escola de Ballet Clássico Espanhol Celia Neves, em Lisboa. Estudavam-se danças regionais espanholas, Escuela Bolera e Flamenco. Após o seu falecimento, continuei os meus estudos de flamenco com Carlos Benavides, Salvador Martínez, Rina Garavelli, Isabel Quintero e alguns anos mais tarde com Sofia Abraços.
Em 2002 conheci a bailarina franco-húngara Myriam Szabo (Yumma Mudra), solista dos Ballets Russes Irina Grjebina, com quem iniciei o estudo das danças ciganas do leste europeu. Myriam propunha um método totalmente inovador na transmissão da arte, que daria origem à Escola Internacional Danza Duende, Dançar a Vida. Integrei este projeto durante vinte anos, tendo-me tornando formadora certificada em Gipsy Duende.
Mais tarde, residi em França, onde estudei durante três anos em Paris com Pétia Iourtchenko na Académie des Arts Chorégraphiques. Ator, cantor e bailarino ucraniano, originário da tribo romani Vlach, Pétia é fundador e diretor da companhia parisiense Romano Atmo. Em França, estudei ainda com Béatrice Lavielle, Simona Jovic e Helen Eriksen. Realizei várias viagens a países da Europa de Leste, tais como a República Checa (2003), a Hungria (2008), a Turquia (2008) e a Roménia (Komando, Szászcsávás, Bucareste: 2008 e 2009), onde, não só tive a oportunidade de estudar em festivais, como também em meios familiares, com artistas como Mojca Rakipov Nursel (Eslovénia), Elisabeta Ciobanu (Roménia) e Reyhan Tuzsuz (Turquia). A partir de 2013, comecei a viajar regularmente a Berlim para frequentar a Romani Dance School, dirigida por Katjusha Kosubek, tendo estudado com Anna Debicka e Rada Boguslawska. Em 2021, participei em várias masterclasses online com grandes nomes do Teatro Romen de Moscovo, como Alexander Rubenchik, Angela Lekareva e Venera Ferar, organizadas pela Escola Online Khurusha.
Em 2022 regressei ao estudo do flamenco. Em Lisboa com Monita e Carlos Ruedas (Ca. Rueda Flamenca), com Sofia Abraços e João Lara, e em Granada na escola Carmen de las Cuevas.